Mercadorias eram vendidas por até R$ 300 mil, segundo informou o delegado Lucas Albe Veppo
Nova fase de operação contra quadrilha especializada em roubos de cargas de “muambeiros” deflagrada nesta quinta-feira (21/5), pelo SIG (Setor de Investigações Gerais), revelou o tamanho do esquema criminoso que atuava em Dourados e região de fronteira.
Segundo o delegado-chefe do Setor de Investigações Gerais, Lucas Albe Veppo, os produtos levados durante os assaltos chegavam a ser revendidos por valores entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.
A ofensiva cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e durante a ação, um homem acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
A investigação é desdobramento de operação anterior que já havia resultado na prisão de integrantes de uma associação criminosa especializada em atacar pessoas que transportavam mercadorias vindas do Paraguai.
“As informações reunidas ao longo das investigações permitiram identificar mais uma pessoa envolvida nos roubos e outros dois receptadores”, explicou Lucas Albe Veppo.
Entre os produtos negociados estavam mercadorias de alto valor agregado, especialmente medicamentos para emagrecimento e canetas emagrecedoras trazidas ilegalmente do país vizinho.
Durante as buscas, policiais encontraram diversos produtos suspeitos em uma loja ligada a um dos investigados. A PC (Polícia Civil) agora trabalha para identificar a origem das mercadorias e confirmar se elas fazem parte das cargas roubadas pela quadrilha.
Ao todo, três pessoas foram levadas para a delegacia. Duas foram ouvidas durante interrogatório e uma acabou autuada em flagrante pela arma encontrada na operação.
Segundo o delegado, o esquema de receptação era peça fundamental para manter o funcionamento da organização criminosa. Sem compradores dispostos a adquirir as cargas roubadas, os crimes perderiam força financeira.
“A participação deles era especificamente na receptação. Sabemos que os valores movimentados por essa quadrilha eram bastante substanciais”, destacou o delegado afirmando ainda que esse grupo não era o único que recebia os produtos roubados.