Uma mulher de 31 anos foi presa nesta quarta-feira (17), em Barra do Garças (MT), durante desdobramento das investigações sobre a sequência de homicídios registrada nas últimas semanas em Nova Andradina.
A prisão temporária foi decretada pela Vara Criminal da comarca sul-mato-grossense após a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul reunir indícios de que a investigada teria participação nos crimes e integraria uma organização criminosa com atuação na região.
A apuração foi conduzida pela Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Nova Andradina, com apoio técnico do Núcleo Regional de Inteligência (NRI), enquanto a prisão foi cumprida pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, com apoio operacional da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Além da prisão temporária, houve cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência da mulher. Na ocasião, objetos e documentos de interesse da investigação foram recolhidos e serão analisados pela equipe responsável pelo caso.
Os levantamentos tiveram início após uma série de homicídios ocorridos em Nova Andradina. O primeiro caso foi registrado na noite de 6 de junho, quando Joseane Nunes da Silva, de 43 anos, e Marcos Vinicius Pereira de Arruda, de 22 anos, foram atingidos por disparos de arma de fogo em frente a uma residência, na Rua Luiz Antônio da Silva, na Vila Beatriz.
Dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e o passageiro efetuou diversos disparos contra o grupo em que as vítimas estavam. Joseane e Marcos foram socorridos, mas morreram no Hospital Regional.
Nove dias depois, na segunda-feira (15)(, José Ricardo Flores, conhecido como "Ricardinho", foi executado com mais de 14 disparos. Ele estava dentro de um veículo Volkswagen Gol, no Residencial San Remo. De acordo com as informações levantadas, ele foi atraído ao local sob o pretexto de negociar o aluguel de um imóvel e acabou vítima de uma emboscada.
Os crimes possuem elementos em comum e são investigados de forma integrada pela SIG de Nova Andradina. Detalhes sobre a participação da mulher presa não serão divulgadas para não comprometer os trabalhos investigativos, que seguem em andamento, para esclarecer a dinâmica dos homicídios, além de identificar todos os envolvidos e apurar a eventual participação de outros integrantes da organização criminosa.