Maria de Lurdes Pereira Lopes Argueiro, de 56 anos, morreu de derrame pleural em decorrência de vários outros problemas de saúde, inclusive cirrose hepática. A constatação faz parte do laudo preliminar do médico legista, informou no final da tarde desta quinta-feira (14) o delegado Dermeval Inácio Neto, da Polícia Civil.
Diante desta constatação, foi descartado caso de feminicídio e o filho dela, de 26 anos, que tinha sido detido no local da morte, vai ser liberado. Entretanto, o delegado informou que a polícia vai investigar as lesões anteriores que a mulher apresentava e o filho é suspeito dessas agressões.
Apesar dos ferimentos, o delegado disse que essas lesões não causaram a morte, tratada como decorrente dos problemas de saúde.
Maria de Lurdes foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (14) na casa onde morava com o marido e o filho, no distrito de Panambi, município de Dourados.
No momento em que foi encontrado na casa, o filho disse não saber o que tinha ocorrido com a mãe e que ela teria entrado em surto durante a madrugada, “vendo vultos”.
Ainda segundo a versão do filho, após a janta, por volta de 20h, Maria de Lourdes foi deitar num dos quartos e ele foi para o outro quarto. Alegou que por volta de 22h30 começou a ouvir barulhos que vinha do quarto da mãe, que ela aparentava “estar vendo vultos”, situação que teria ido até 3h30 da madrugada. Nesse horário, alega que levou uma pequena faca serrilhada para que ela cortasse um pedaço de pano para secar o suor.
Por volta de 5h, o filho alega que foi até o quarto e percebeu que a mãe estava morta e esperou até 7h para ir ao posto de saúde em frente à casa, onde comunicou o ocorrido.
Quando o delegado chegou ao local, constatou contradições em relação aos fatos narrados pelo filho e as lesões visíveis no corpo. Horas depois, no entanto, o laudo preliminar descartou morte em decorrência dos ferimentos.