O professor Edson Campo Delgado, de 43 anos, foi condenado a 30 anos e seis meses de prisão pelo crime de feminicídio contra Leisa Aparecida Cruz, de 40, ocorrido no dia 6 de março, em Anastácio. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (27/5), e a sentença foi definida durante sessão do Tribunal do Júri.
Durante o julgamento, Edson permaneceu de cabeça baixa e optou por não se manifestar, segundo publicou o Campo Grande News.
Para a filha da vítima, Leisiane Cruz Vieira, a pena ainda foi pequena diante da crueldade do caso, mas trouxe um sentimento de alívio pela rapidez da resposta judicial. “Fico um pouco aliviada porque foi tudo muito rápido. A família conseguiu uma resposta ‘rápida’ da Justiça. O pessoal do Ministério Público deu muita assistência para os familiares”, afirmou.
Edson matou Leisa asfixiada e depois utilizou o celular da vítima para enviar mensagens à filha dela pelo WhatsApp, nas primeiras horas da manhã, numa tentativa de ganhar tempo e afastar suspeitas.
Inicialmente, o caso chegou a ser tratado como morte natural, pois não havia marcas aparentes no corpo. No entanto, exames periciais identificaram lesões no crânio e no abdômen, além de asfixia. Diante das evidências, o professor confessou o crime e relatou que matou a mulher após uma discussão.
Leisa foi encontrada morta dentro da residência onde vivia, na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio. Conforme a investigação, familiares receberam mensagens enviadas do celular da vítima ao longo do dia, o que ajudou a afastar suspeitas em um primeiro momento.
Somente por volta das 23h, Edson informou aos parentes que Leisa estaria passando mal e que havia acionado socorro. Pouco depois, afirmou que a levaria ao hospital. Já por volta de 1h58, comunicou que ela havia morrido.
A suspeita de morte violenta surgiu após análise preliminar do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que apontou sinais de asfixia. A partir disso, a PC (Polícia Civil) aprofundou as investigações e o homem acabou confessando o feminicídio.