Principal suspeita é de ligação do crime com a guerra de facções travada por PCC e CV em MS
Kátia Lima Chimenes, de 36 anos, foi morta com um tiro na cabeça dentro da própria casa na noite deste sábado (20), na Vila Juquita, em Maracaju. Dois homens invadiram a residência e a executaram. O marido dela sobreviveu porque a arma de um dos pistoleiros falhou. O filho de Kátia, menor de idade, estava no imóvel, mas não foi ameaçado.
Vizinhos ouviram os tiros e chamaram a Polícia Militar. Aos policiais, o filho de Kátia relatou que os dois homens usavam roupas escuras e capacetes. Eles entraram pelos fundos da casa, que fica perto da antiga estação ferroviária. Um dos criminosos entrou na casa pela janela da cozinha e o outro ficou do lado de fora.
Kátia foi morta na sala. O companheiro dela estava em um dos quartos quando ouviu os tiros e foi até a sala, onde encontrou a mulher caída no chão. O homem de 24 anos contou que o matador apontou a arma em sua direção, mandou que ele abaixasse a cabeça e puxou o gatilho, mas a pistola falhou. Ele afirmou ter ouvido o barulho do gatilho sendo acionado. O criminoso então deixou a casa pela mesma janela que tinha entrado.
Peritos da Polícia Científica encontraram dois cartuchos deflagrados de calibre 380, mas apenas um tiro atingiu Kátia na cabeça. A Polícia Civil investiga o crime. A principal suspeita é de ligação da morte com a guerra travada atualmente em Mato Grosso do Sul pelas facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho.