O ex-presidiário Irineu Aguajo Lescano, conhecido como “Lescano”, de 43 anos, foi morto em confronto com policiais do Batalhão de Choque, nesta sexta-feira (10), em Caarapó, a 274 km de Campo Grande. É a 77ª morte por intervenção policial neste ano em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o Batalhão de Choque, Irineu Lescano era sicário (pistoleiro) do Comando Vermelho e apontado como autor de assassinatos ocorridos nas últimas semanas na cidade de 30 mil habitantes, onde a facção carioca eliminou pelo menos 5 integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em um intervalo de 30 dias.
Lescano também era tio do adolescente de 17 anos morto em ação integrada da Polícia Civil e da Polícia Militar em uma granja de suínos no distrito de Itahum, em Dourados, na terça-feira (7). Na madrugada do dia anterior, o adolescente havia atirado em um homem de 25 anos e uma mulher de 27 em um bar de Caarapó. Os dois foram atingidos, mas sobreviveram.
Conforme o Batalhão de Choque, Lescano tinha antecedentes por homicídio ocorrido em 2008 e já havia cumprido pena. Era considerado “de elevada periculosidade”.
Nesta sexta-feira, Lescano foi localizado numa casa no Bairro Shalom, em Caarapó. Armado, ele teria reagido ao ser abordado e foi atingido. Os próprios policiais o levaram ao Hospital São Mateus, mas o suspeito já estava morto. O site Caarapó News apurou que a arma era um revólver calibre 22.
Polícia tranquiliza
Após o confronto que resultou na morte de Irineu Lescano, a Polícia Militar e a Polícia Civil divulgaram nota conjunta para tranquilizar a população a respeito de mensagens “de teor alarmista e boatos infundados” que estariam circulando nas redes sociais.
“As instituições afirmam categoricamente que o único objetivo dessas publicações fraudulentas é tentar espalhar o medo, perturbar a ordem e tirar a paz dos nossos cidadãos de bem. Esse tipo de conduta por parte dos criminosos é uma reação desesperada diante das ações enérgicas, do policiamento ostensivo reforçado e do combate firme à criminalidade que vêm sendo realizados intensamente em todo o município”, afirma a nota.
Segundo a polícia, os criminosos utilizam desinformação e terrorismo psicológico virtual como ferramentas para tentar desestabilizar a rotina da cidade.
“Para assegurar a total manutenção da ordem e dar continuidade à paz social, as forças de segurança locais contam com o reforço operacional imediato do Batalhão de Choque da Polícia Militar e o DOF (Departamento de Operações de Fronteira). A presença dessas unidades especializadas soma-se ao trabalho diário de investigação, que vem avançando na elucidação dos homicídios”, diz a nota conjunta.
O comando das forças de segurança orientou a população a agir normalmente em suas atividades diárias, profissionais, escolares e de lazer “com total tranqüilidade”. Também recomendou que os moradores adotem “postura prudente” e não compartilhem mensagens de teor alarmista ou de fontes duvidosas.