A implantação de uma passarela de pedestres na MS-156, em Dourados, avança como uma resposta a uma demanda antiga de moradores que enfrentam riscos diários ao atravessar a rodovia. A estrutura está sendo construída no trecho entre a BR-163 e o acesso ao Distrito Industrial, área marcada por intenso fluxo de veículos, especialmente pesados.
A obra atende diretamente bairros populosos da região, como Jardim Guaicurus e os residenciais Dioclécio Artuzi, Esplanada e Harrison de Figueiredo, onde a travessia a pé sempre foi um desafio. Com a passarela elevada, a expectativa é garantir mais segurança para pedestres, ciclistas e cadeirantes, além de melhorar a mobilidade urbana no entorno.
A fase de implantação da estrutura metálica teve início em abril e deve avançar a partir da segunda quinzena de maio. A escolha desse modelo construtivo busca acelerar a execução e reduzir impactos no trânsito durante a montagem.
No cotidiano, a mudança deve ser significativa. A travessia da rodovia é parte da rotina de estudantes, trabalhadores e moradores que circulam entre os bairros e equipamentos públicos da região. Entre os beneficiados estão alunos e professores da Escola Estadual Moacir Djalma Barros, no residencial Harrison de Figueiredo II, e da Escola Municipal Maria da Conceição Angélica, no Jardim Guaicurus.
A expectativa da comunidade reflete o histórico de dificuldades. Presidente da associação de moradores do Dioclécio Artuzi, Lizandra Montezelli Borges relata o risco constante enfrentado pelas famílias. “Hoje, atravessar a rodovia é um transtorno. Tenho filho que estuda do outro lado, e é muito perigoso. Ver essa passarela sendo implantada é a realização de um sonho”, afirma.
Quem trabalha às margens da rodovia também acompanha de perto a transformação. O borracheiro Fabiano Gonçalves Medeiros, que atua há cerca de dez anos nas proximidades, diz já ter presenciado acidentes no trecho. Para ele, a estrutura representa uma mudança concreta. “Significa segurança. É um benefício importante para toda a comunidade”, resume.
Além da travessia elevada, o projeto prevê instalação de iluminação e alambrado de proteção, ampliando as condições de segurança no local. Também será fixada sinalização indicando a altura máxima permitida para veículos que passam sob a estrutura, definida em 5,8 metros.
A obra surge em um contexto de crescimento urbano acelerado naquela região da cidade, onde o aumento da circulação de pessoas e veículos intensificou os riscos ao longo da rodovia. A passarela, nesse cenário, passa a ser vista não apenas como uma melhoria pontual, mas como uma intervenção necessária para acompanhar a expansão dos bairros e reduzir a exposição da população a acidentes.