A senadora Tereza Cristina (PP) recusou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Durante reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a ex-ministra da Agricultura e eleita com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a prioridade é disputar a presidência do Senado.
Eleita com o apoio de Bolsonaro com 829 mil votos em 2022, Tereza era apontada como a vice dos sonhos do filho 01. Ela poderia sacramentar a aliança da Federação União Progressista, formada pelo PP e União Brasil, com o PL e reforçar a campanha de Flávio.
Diante da recusa da senadora, a campanha de Flávio deve direcionar esforços a outras representantes do PP: as deputadas federais Simone Marchetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE), ou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos).
A convenção partidária do PL, que deve confirmar o nome de Flávio como candidato à Presidência da República, está marcada para o próximo sábado (25), no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
O coordenador da campanha do filho de Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que a equipe vai tentar uma coligação até o último minuto com a federação formada por PP e União Brasil ou com o Republicanos, partido do governador paulista, Tarcísio de Freitas.
Tereza Cristina quer disputar a presidência do Senado e fazer história. Nunca uma mulher foi eleita para presidir o Congresso Nacional. A primeira a disputar o cargo foi a ex-senadora Simone Tebet (PSB).