O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), deflagrou nesta quarta-feira (26), em Sidrolândia, a Operação Camuflagem, denominação que remete à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, mediante o uso de uma rede de apoio destinada a mascarar as movimentações financeiras.
A operação, com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado), é resultado do aprofundamento das investigações relacionadas às fases anteriores da Operação Tromper e tem como objetivo apurar crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores oriundos de esquema de corrupção em Sidrolândia.
As diligências foram autorizadas diante da identificação de indícios de que um dos integrantes da organização criminosa estaria utilizando uma rede estruturada de apoio composta por pessoas físicas e jurídicas interpostas (laranjas), para movimentar recursos financeiros, ocultar patrimônio e frustrar medidas judiciais de bloqueio e constrição patrimonial.
A estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família, inclusive durante período de segregação cautelar.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, todos expedidos pelo Poder Judiciário, após representação do Ministério Público. Entre os presos está o empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, já condenado a 37 anos de prisão no âmbito de operações deflagradas em 2023.
Os outros presos foram Juliana Paula de Silva, esposa de “Frescura”; Gedielson Cabral Nobre; Ewerton Lucero, condenado a 15 anos de prisão pelas fraudes em licitações; e Flaviana Barbosa de Sousa.
“Eu ainda estou me inteirando sobre a situação, porque o processo está em segredo de Justiça. Vou juntar a procuração nos autos e ver quais foram os fundamentos da decretação da prisão preventiva”, afirmou ao portal Campo Grande News, o advogado Arlei de Freitas, que defende “Frescura”, Juliana e Gedielson.