A manhã desta quinta-feira (19/3), foi marcada por dois casos de violência contra mulheres em Dourados, atendidos pela Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal. As ocorrências, registradas em diferentes pontos da cidade, resultaram na prisão de dois homens — um deles após agredir a companheira e outro por ameaçar a própria mãe.
O primeiro caso aconteceu por volta das 9h10, quando a equipe foi acionada para verificar uma denúncia de violência doméstica em frente a uma residência. No local, os agentes encontraram o casal e realizaram a abordagem.
Durante o atendimento, o homem confessou ter agredido a companheira com chutes na região das costelas e da cabeça, além de tê-la arrastado pelos cabelos pela calçada. A vítima relatou que mantém um relacionamento com o autor há cerca de cinco anos e que já havia sofrido agressões anteriores, mas nunca havia formalizado denúncia.
Os guardas constataram que a mulher apresentava dores nas costelas do lado direito, lesão no tornozelo e arranhões no braço, evidenciando sinais das agressões. Diante da situação, o homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais.
Pouco tempo depois, por volta das 12h, a Patrulha Maria da Penha voltou a ser acionada, desta vez para atender uma ocorrência de ameaça na Vila Industrial.
No local, uma mulher relatou que vinha sendo ameaçada de morte pelo próprio filho, de 20 anos. Segundo ela, o jovem afirmou que atentaria contra sua vida caso fosse preso ou se a polícia fosse chamada. A vítima também contou que as discussões são frequentes e acontecem, inclusive, na presença de crianças.
Ainda conforme o relato, já havia um registro anterior de ameaça em novembro de 2025, mas, na ocasião, a mulher optou por não representar contra o filho. Diante da continuidade das ameaças, ela decidiu solicitar Medidas Protetivas de Urgência.
O jovem foi conduzido à delegacia e acabou preso em flagrante, por reincidência.
Os dois casos reforçam o cenário preocupante da violência doméstica e evidenciam a importância da atuação da Patrulha Maria da Penha, além da necessidade de que vítimas procurem ajuda e formalizem denúncias para garantir proteção e interromper o ciclo de agressões.