A Polícia de Mato Grosso do Sul, por intermédio da equipe de Capturas da Deam (1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Campo Grande, prendeu, nesta quarta-feira (8), Izaias Gimenes, de 52 anos, acusado de ter matado a manicure Valdinéia Ferreira Delgado, de 34 anos. O crime ocorreu em 2023, na Capital.
Ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio e ocultação de cadáver. Izaias foi preso ao se dirigir ao Instituto de Identificação Gonçalo Pereira, na Vila Ipiranga, em Campo Grande. Durante a checagem dos dados, os atendentes descobriram o mandado de prisão contra Izaias, expedido pelo pela 2ª Vara do Tribunal do Júri em março deste ano.
Conforme apurado no inquérito policial e descrito na denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram entre os dias 7 e 8 de julho de 2023. Valdinéia mantinha relacionamento com o autor há aproximadamente seis anos, sendo a convivência marcada por episódios de violência doméstica.
Na noite de 7 de julho daquele ano, a vítima participou de uma festa junina em seu bairro. Na madrugada do dia seguinte, ao retornar para casa, foi surpreendida pelo autor que, movido por sentimento de posse e inconformismo pelo fato dela ter saído sozinha, desferiu um golpe em seu pescoço, causando lesões na coluna cervical, que resultaram em sua morte.
A investigação apontou que o crime foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e controle sobre a vítima; mediante recurso que dificultou sua defesa, já que foi surpreendida de forma súbita e em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, caracterizando o feminicídio. Após o homicídio, Izaias transportou o corpo da vítima e o ocultou em local ermo.
O corpo foi localizado no dia 8 de julho de 2023, por volta das 19h, em uma estrada vicinal nas proximidades da Avenida Zila Corrêa. A vítima foi encontrada inicialmente sem identificação, já com sinais de rigidez cadavérica. Posteriormente, a identificação foi confirmada por exame papiloscópico.
À época dos fatos (2023), o feminicídio já era previsto na legislação brasileira como qualificadora do crime de homicídio, e não como tipo penal autônomo, razão pela qual o investigado foi denunciado nos termos do artigo 121, §2º, inciso VI, do Código Penal.